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sábado, 17 de novembro de 2012

pONDERçõEs dO MarACOs ferNAndO



A lição dos gatos
                Marcos Fernando

Tão importante quanto ficar de pé é saber se levanter, Mais importante que vencer é saber converter as derrotas em fontes de aprendizagem. Deus conhece o coração de cada um. Alguns querem culpados eu procuro soluções. Eu identifico mal as caras e troco os nomes.
Eu não quero perseguir nem ser perseguido.
O que eu quero é seguir o caminho das coisas que tocam o meu coração.
A única coisa que eu quero é seguir o meu caminho.
Aprendi que nunca se está pronto-e-acabado. E isso, ainda que não seja o suficiente, me é muito alentador, pois, o meu caminho é tecido das minhas convicções.
Costumo observar e aprender muito com a natureza: A chuva cai em pé e corre deitada já os gatos caem em pé. Rápido e ligeiro. Ato contínuo Assimilam a queda e seguem em frente..
Ainda que a chuva tenha aspectos relevantes, nesse momento, não a quero como parâmetro. Prefiro a postura dos felinos que, apesar das quedas,   sobem nos telhados do mundo para não perder de  o horizonte. 

pONDERçõEs dO MarACOs ferNAndO


A arte dos gatos  

Mais importante que ficar de pé
É saber se levantar
Mais importante que vencer
É saber converter as derrotas em fontes de aprendizagem. Deus conhece o coração de cada um . Eu identifico mal as caras e troco os nomes.
Eu não quero perseguir nem ser perseguido.
O que eu quero é seguir o caminho das coisas que tocam o meu coração.
A única coisa que eu quero é seguir o meu caminho.
Aprendi que nunca se está pronto-e-acabado. E isso ainda que não seja o suficiente me é muito alentador, pois, o meu caminho é tecido das minhas convicções.
Costumo observar e aprender muito com a natureza.
 A chuva cai em pé e corre deitada mais me interessa a lição dos gatos que caem em pé. Assimilam a queda e seguem em frente.
Ainda que a chuva tenha aspectos relevantes nesse momento não quero ser ela. Prefiro nesse instante a postura dos felinos e subir nos telhados do mundo pra ver outros horizontes...

pOndEraçÕES dO mARcoS fERnaNdO



A arte de arrudiar
                                Marcos Fernando

Aprendi com os rios que passar por cima é muito feio. Causa transtornos e estragos. Posso até desviar o caminho. O que não posso é perder o alvo. Feito a bola que faz curvas para chegar ao gol.
O que um rio mais sabe é arrudiar para cumprir seu destino de chegar ao mar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

pRo VerBus

Questão de Time

           Marcos Fernando

AntEs tARde do que...
precoce d+

pOEmAs dO mArCOS fERnandO



Carro velho

             Marcos Fernando

Eu não tenho peito de aço
por onde eu passo
Me arranho...

pOnderAçÕES do mARCos feRNAndO




Mujangué dos sonhos 


                         Marcos Fernando

Voto não se vende. Voto se investe. Quem "vende" o voto recebe bem menos do que merece.  O voto assim como um semente deve ser semeado para dar bons frutos. Quem desperdiça sementes não faz boa colheita. E diz a sabedoria popular que Quem Planta colhe. E quem vota errado se encolhe. Quem troca o voto por retornos passageiros perde a grande oportunidade de assegurar um futuro duradouro. Se compara ao faminto que devora a galinha dos ovos de ouro antes mesmo da primeira postura. Sai por aí fazendo mujangué dos seus sonhos e dos sonhos dos outros

O imediatista "vende" o voto por uma telha. O investidor investe na construção de casas populares.
O imediatista "vende" o voto por uma receita. O investidor aplica na construção de um sistema de saúde público eficaz e eficiente.
O imediatista "vende" o voto por uma dentadura. O investidor destina seu voto a construção de muitos sorrisos de felicidade. 

E ae  vai vender ou investir seu voto, hein   ?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

hiStórias NãO iNvEnTaDaS

O menino apagador

     
                          Marcos Fernando

Reecontrei um  amigo por quem nutro grande estima. Dando um F5 no papo me contou que casara com uma moça bem bacana. Ele agente penitenciário. Ela professora. Então me contou da paixão pedagógica de sua companheira. Acostumado com a crueldade do sistema prisional vem tendo liçoẽs de sensibilidade com sua amada.
Contou-me que, em diálogos matinais,  a professora demonstrara preocupação com o declínio da aprendizagem de um dos seus melhores alunos. O aluno, uma criança muito aplicada, se transfomara abrutamente e. Além de ter uma queda de produtividade começou a cheirar mal na sala de aula.. Observando a professora percebeu que o menino escrevia e apagava o que escrevia para escrever em seguida no mesmo lugar. Em um atitude de quem tentasse talvez reescrever sua própria história e apagar algo doloroso do passado.
Não tardou a descobrir que os pais da criança estavam na penitenciária e que além do carinho e do amor familiar lhe faltava até condições para comprar um caderno.

segunda-feira, 12 de março de 2012

pOemAS dO mARCos FERnanDo


Sinais das águas

      Marcos Fernando

Águas que passam
e que pastam
e que deixam rastros de destruição

Águas feito valentes vacas
que mordem as placas
escarafuncham o chão
e deixando as marcas
que permanecerão...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Coitados dos galos
                  Marcos Fernando

O galo canta
não é anunciado um novo dia
nem o novo tempo que vem chegando
O galo canta para demarcar território
O galo canta para provar que está vivo

Dentro de cada sonhador mora um galo
Que
Às vezes canta
Às vezes briga pelo que considera justo

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os ventos dos seringais
Esturram no meu telhado
anunciando
que o tempo dos temporais
Se aproxima
escumando feito cachorro doido!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

sErinGal LitEráRIO

O êxido do seringal

                      Marcos Fernando

Ele vevia sartifeito
Numa casa de para peito
Nos fundos do siringal
La tinha munta fartura
“Agua Boa” criatura
Era a colocação
Uma barraca humilde
Ao redor  duma restinga
Cercada de paxiúba
Arrudiada de seringa

Até que um dia sua véia
Abirobô das idéia
De pra cidade mudá
E ficô pono pissica
Até quele tiririca
Si zangô e vei pra cá
Vendêro tudo que tinha
Uma casa de farinha
E um mio pra dibuiá
uma rede puidinha
um pinico e um borná

Quanu chegaru na rua
Era tanta nuvidade
Que inté dona cumade
Cumeçô a si uriná
Cum numeru que tinha
Compraro uma taperinha
Era tão apretadinha
Que aparecia uma linha
Num baju de invasão
O dinhero foi mirrando
O sufoco apertando
As a fiinha mas nova
Tavum ficano formosa
Cairu no mundo então
Ur  menino mais taludo
Sem um pingo de istudo
Cumeçaro a fazer feio
Foru pegá no aleio
A puliça deu uns tiro
Lá si foi o Adelviro
O caçula Aderval mora há anos na penal
E a véia magoada se matou envenenada la detrás da privada
Com todo esse vexame
Acabô teno um derrame
Num sabia que na cidade
Tinha um magote de dificulidade

domingo, 18 de dezembro de 2011

pOemas do Marcos FerNANdo

Pai & filho
                         Marcos Fernando

Eu e meu pai
Vamos jogar futebol
E depois de cansados
Vamos pegar anzol
Botar isca
E pescar o sol
E quando a noite chegar
E a lua for se escondendo
Vamos pegar a viola
Pra ouvir as cordas gemendo!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

pOnderações do mArcos fERnandO



Na cuia grande 

                   Marcos Fernando



No seringal existe um pleno sentimento de fartura. Ter em abundância é  sinônimo de bem viver. Talvez seja um resíduo primitivista originário da índole indígena fundado no nomadismo coletor. E os povos se mudavam, feito índios,  de colocação em colocação, em busca de melhoria. Terras fartas. Onde tivesse bastante caça, látex  e boa água. Até o banho tinha que ser de cuia, de preferência na maior possível. As histórias, os gestos, enfim tudo do universo seringueiro é expresso no grau superlativo absoluto. O exagero faz parte do nosso léxico.

contOs do Marcos FErnanDo

O homem que trancava portas

Marcos Fernando

Era compulsivo. Tinha uma verdadeira obsessão por trancar tudo que via pela frente.  Refém dos seus medos com ele não ficava nada aberto. De tanto trancar tudo um dia, quando percebeu.... Estava trancado do lado de fora de si mesmo e o pânico se aproximava....

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

hiStórias NãO iNvEnTaDaS

Sobre “pilotagens”

                              (Marcos Fernando)


Durante uma visita ao pastor Lázaro  nos pusemos a dialogar sobre governança divina. Manifestei minha mais ampla crença que tudo ocorre de acordo com o plano  de Deus. Enfatizei que Deus é um bom piloto que conduz de forma tão plena que muitas vezes nem se consegue notar sua presença divina de tão sutil que ele é. E o pastor então me contou a seguinte história:  

Certa vez o pastor embarcou em um vôo do Rio de Janeiro (RJ) para Urberlândia (MG). Ao embarcar notou logo um simpático casal de crianças entre 5/6 anos entregues a tripulação confortavelmente acomodados nas poltronas ao seu lado. O tempo estava fechado e no trajeto houveram várias turbulências .
Durante a forte trepidação da viagem os pequenos desenhavam tranquilamente  não se importando nem  quando os lápis caíam. Não se incomodaram nem mesmo quando s mascaras caíram. O pastor suava frio e  impressionado e, curioso, quis saber das crianças a causa de tanta tranquilidade:
- É porque eu confio no comandante – disse uma das crianças -  É meu pai que pilota esse avião!



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Poemas do Marcos

Me espanto
no pântano
dos teu olhos
naufrago
no teus afagos
me afogo
no fogo
das tuas palavras

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

QuiLOMbos


Há outros quilombos
Em mim
A fugas inequicíveis
Escrevo na minha memória
As trajetória horríveis
Para que ñ se repitam
Meus ouvidos ainda gritam
Povoado de silêncios

sábado, 19 de novembro de 2011


Atoleiros

Marcos Fernando


Eu andava no barro
Vermelho
Esculpia na argila
Meus passos
No inverno era o inferno grudado
No verão era uma nuvem de pó
Até o dia em que apareceu no meio da estrada o negão estirado

terça-feira, 15 de novembro de 2011

hiStórias NãO iNvEnTaDaS


A prisioneira do queijo-roubado
                                                                 (Marcos Fernando)

Uma tarde dessas  numa gráfica, durante uma chuva torrencial, enquanto aguardava o retorno da energia me pus a conversa com um gráfico. Falando de chuva ele lembrou da alagação, durante o governo Flaviano, quando Rio Branco ficou em estado de calamidade pública. E me contou que ele, jovem na época, fora visitar a casa de uma amiga professora onde havia um quarto lotado de donativos desviado de seu destino: atender os atingidos pela alagação.
Tinha coisa de primeira. E um amigo seu, jornalista, se esbaldava comendo  uns suculentos queijos importados  e  os oferecendo. Ao recusar o jovem era taxado de babaca. Revoltado disparou um discurso inflamado contra aquela situação. Deixou claro, na frente da amiga, que era contra aquele tipo de coisa e que eles devia ser presos.

Anos depois reencontrou a professora já idosa. Ela o pegou pelo braço e disse:

“ Olha, eu não consigo esquecer  até hoje tudo aquilo que você me disse. Já fiz caridade. Virei evangélica, Já pedi perdão, e toda vez que eu vou me deitar dói na minha consciência ”


quarta-feira, 9 de novembro de 2011



Canção do mágico

Abracadabra
e o mundo se acaba
Perlimpim pim
tudo chega ao fim
O grande mágico
e o seu mundo
fantástico
Da sua cartola
coelho e bolas
Das suas Mangas
baralhos e bombas
Bum!!!

(Marcos Fernando in O ultimo espetáculo)