Total de visualizações de página

quarta-feira, 1 de junho de 2011

poNderAçõES

                                         Marcos  Fernando


Inteligência não é coisa estanque. Tem dinamicidade. Exige contemporaneidade. Inteligência é sensiível e flexível. A burrice sim é de pedra. É caucificada. E, para construir algo saudável, é preciso quebrá-la. Superá-la. Ir além da aridez.

História das águas




A seca na  alma

Era uma retirante nordestina. Sobrevivente das secas. Migrara para o Acre, no coração da amazônia. Terra das chuvas fartas, e de muito verde, além dos rios caudalosos e temporais ingnorantes.
Mas, já idosa, as 70 anos, todos dias quando ia fazer comida mandava guardar a água em que lavara o arroz para passar o pano na casa.  Apesar da fartura de águas a seca estava impregnada dentro dela.

terça-feira, 31 de maio de 2011


         Marcos Fernando

Paredes
Paradas
Recebem
Palavras
Paredes paralelas
Perfuradas por janelas
Paredes para por rede
Paredes pálidas
     Esquálidas
Paredes para por tinta com espátulas
Paredes cheias de máculas

( Extraído do projeto Marcos Fernando in A casa)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ponDERaçÕEs

Há um buraco imaginário no qual mergulhamos nele na hora do desespero

Marcos Fernando
Vivamos a crise
Cada um vive sua crise
Ou suas crises
A crise ñ é finitude , mas ponto de chegada e partida
A crise é processual.
A crise ñ é externa muito pelo contrário
Ela é pscológica, subjetiva, e pasmem a crise é bem vinda pelo que nos trás de conflito, de instabilidade e de reflexão sobre nós mesmo e o mundo

A crise se supera ou se sucumbe
Viva a crise !

sERingaL litRáriO

Seringueiros de nós mesmos

                        Marcos Fernando


Somos seringueiros de nos mesmo
extraímos leite de pedras
dos rins
do coração e das lágrimas
As nossas asas sãos invisíveis
Para olhos insensíveis
carregamos aqueles que amamos no coração
para o resto de nossas vidas

pOemAs dO maRCos ferNanDo

Odes aos analfas

Marcos Fernando

Aos analfabetos
Sem teto
Sem o prato predileto
São os próprios arquitetos
Das paredes dos botecos
Aos homens que andam de ônibus
É que arcam com próprio ônus
De Serem
Seres
Anônimos
Na carteira de identidade
Uma foto pela metade
Recebem salários pela metade
Moram em casas pela metade

Assinan o nome com dedo
No lugar do pai tem xis
E são do Exército dos Silva
que comanda esse país


pOemAs dO maRCos ferNanDo

Agora vc esta enformado
Ganha um certificado
Vai ser mt respeitado
Se insere no Mercado
Ganha um bom ordenado
E também ser explorado
Como se faz com o gado
Até ser enterrado
É por isso que te apludem!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

fRaGMENtos



A fuga para o nada


Por não gostar de si nem de ninguém, uma cópia do mal se refugiou nas sombras das pessoas carregadas.  Sobre elas uma nuvem de chumbo paira. Onde pisam as flores evaporam. As coisas belas do mundo sucumbem

Estava muito frio. A noite acordaram com um homem dando choque
Estava tendo convulsões.  

( Trecho extraído de Marcos Fernando in "O homem do casaco de fogo")

 

pOemAS dO MarcOs FerNanDo


As mentiras 


                    Marcos Fernando

As mentiras
São de vidro
Perdem fácil o equilíbrio
E se espatifam pelo
Chão
E os cacos
  Intactos
Causam feridas na alma

pOemAS dO MarcOs FerNanDo



  1. Queda livre
(Menção honrosa no concurso sesc/poesia 2002)

O bêbado
Anda
Na invisível
Corda bamba
Balbucia
Palavras
Lascivas
Vazias
E ele berra
O nome de uma mulher
Que talvez não seja bonita
Mas isso é irrelevante
A dor que o dilacera
Não tem a quem
Ele conte
Pois então
Se desespera
E lança-se
de sobre
a ponte

terça-feira, 17 de maio de 2011

cOnToS dO mArCOs FerNandO

O espelho da madrasta


                                                         Marcos Fernando

Tinha fama de sincero. Dizia na cara. Duela quien duela. Era franco por demais. Isso causava uma certa antipatia, pois as pessoas gostam é de ouvir o que as agrada não a verdade cruel. E a verdade não é necessariamente agradável. Não é que ele gostasse de ofender refletia apenas a realidade nua e crua . E para muitos isso se trata de uma gigantesca ofensa.
Quando falou a verdade pela primeira vez a madrasta o amou. Como a verdade naquele momento era conveniente a vossa alteza ela o encheu de mimos e paparicos. Ele ganhou até uma moldura nova e bem lustrada.
Quando falou a verdade para a madrasta pela segunda vez foi constrangedor mais tolerável. A traição de um caçador era suportável.
A terceira verdade foi o caos. A mulher transformou-se. Deixou aflorar todo seu lado perverso. Pois pra fora seus monstros mais terríveis e o arrebentou no chão.
Ele que era apenas um, refletindo a verdade, se transformou em vários e se espalhou pelo mundo. Por isso há tantas verdades espatifadas...



tRovões MentAis

Campo de possibilidades


                          Marcos Fernando


O que mais te apavora
é que mesmo ao meu lado
só conheces o meu lado 
de fora...

POemAS dO MarcOs FerNanDo


A palavra Só

                   Marcos Fernando

A palavra Só
É triste de dá dó
A palavra só é formada
Pelas letras “S” e “Ó
Acentuada
e mais...
Nada!
Porque cada
L
   E     R
      T       A
 
   Dessas só
Óh, não quer dizer nada!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

pOemas do Marcos FErnanDo

O peso das coisas
Não importa o peso que as coisas possam ter
O que interessa é sua capacidade de resistência!

                              (Marcos Fernando)

terça-feira, 10 de maio de 2011

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


Amigos virtuais e relações abstratas

                                                           Marcos Fernando

Lá pela segunda série aprendi que existiam substantivos concretos e abstratos . Que os concretos são palpáveis como coisas  animais e objetos. Já os  abstratos  são aqueles que não tem materialidade (sentimentos)

Fui criado numa época em que os amigos eram de carne e osso. Muito mais osso do que carne. Erámos crianças raquíticas perebentas e sapecas. Muito do que sou devo a minha infância libertária. Foi nas brincadeiras de rua que aprendi minhas primeiras lições de convivência comunitária, e e as lições de catecismo de onde eu fugia para subir nos pés de manga do campo do Adolfo foram a gênese meu eco socialismo humanista cristão.

Mas esse texto é sobre amizades , ou a falta delas. O u , o que é pior, a falta que elas fazem. Vivi na rua, brinquei nas ruas. A rua foi minha grande escola. hoje as ruas se tornaram perigosas e as pessoas vivem  trancafiadas em sim mesmas reféns dentro de suas casas , protegidas do nosso mal interior por grades, alarmes e homens que apitam na madrugada.
A tv, que rivalizava com a família , perdeu a guerra paro pc conectado a internet. Estamos conectados a quê mesmo?

Os amigos com quem a gente jogava peteca e soltava pipas foram susbstituido pelo de hj que mandam scraps. Blz. As relações são mais rápidas, mas extemporâneas e ficam na superficialidade. O contacto on-line nos privam do revelador tete-a tete, e nos permite a fuga da verdade. Mas ao mesmo tempo que cria formas e possibilidades de aproximação entre realidadades tão distantes.
A informática é um advento importante na socialização do conhecimentos e um  relevante facilitador dos processos comunicacionais , mais daí substiuir as relações pessoais há um enorme distância.
Nada substitui um aperto de mão , um abraço  ou o olhar solidário de um amigo que mesmo emm silêncio simplismente nos diz muito qdo apenas ñ pronuncia uma palavra.

Marcos Fernando – Rio Branco- AC, Setembro 2009
  

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sErinGal LiteRArio


 Tempo das derrubadas(sgal)

     Marcos Fernando

Derrubavam
Árvores
E usavam revólveres para derrubar Líderes 
Era um tempo de ruinas
& chacinas
De corjas assassinas
Agindo em surdina
Era um tempo de resistências
& intransigências
Era o tempo dos empates
Aos disparates 

relâmPagOS


As coisas q a gente guarda
                      
                            (Marcos Fernando)

Conservam muito de nós

poNderAçõES


A grande herença

Marcos Fernando
Uma vez minha vó, uma mulher  que não sabia ler nem escrever uma palavra , aos 70  e poucos anos diante do meu entusiasmo para ir morar no mato lançou um balde de água fria em minhas pretensões:
-  Não, meu filho. Vc não pode ir . Vc tem de estudar .
Eu, menino  contrariado, questionei:
- Estudar pra quê, vó?!
E ela do auge de sua sabedoria:
- Meu filho, a  coisa mais preciosa do mundo que vc pode dar pra alguém é o estudo. Seu conhecimento ninguém nunca vai roubar , nem tomar de vc.
E eu que já estava na quarta série descobri naquele dia que o ignorante era eu.

terça-feira, 3 de maio de 2011

relâmPagOS



Frigo-bar 

                        Marcos Fernando

Vou congelar os problemas dentro do meu cérebro

domingo, 1 de maio de 2011

PoNderAçõES

“ A gente lê com o nariz também”
                                    (Marisa Fontana)
Hanrã. É mesmo. Os cheiros nos trazem lembranças. Provocam sentimentos e reações. Quando as coisas  tendem a dar errado alguém sapeca: Isso não está me cheirando bem. Fora a clássica: “Há Algo de podre no reino da Dinamarca”. Reinos e podridões parecem  caminhar junto... Mas o cheiro de decomposição anuncia um novo tempo. O surgimento de uma nova vida. Quando a gente quer saber se uma comida ou um produto é bom leva ao nariz. As coisa em transformação costuma exalar cheiros.
As boas coisas da vida também cheiram. O cheiro da mãe acalma e tranquiliza o bebe. O casal se cheira quando se ama. A flor libera o cheiro para atrair os insetos polenizadores e dá sequencia a vida. Carinho de mãe é lido no cheirinho de banana frita com açúcar e canela no fim.
O tacacá da banquinha na praça espalha um sedutor cheiro que me enche a boca dágua. Hum!!
Vivemos na sociedade do cheiro. a industria de perfumes lucras milhões. 
                                                                      
Marcos Fernando

PoNderAçõES

“ A gente lê com o nariz também”
                                    (Marisa Fontana)
Hanrã. É mesmo. Os cheiros nos trazem lembranças. Provocam sentimentos e reações. Quando as coisas  tendem a dar errado alguém sapeca: Isso não está me cheirando bem. Fora a clássica: “Há Algo de podre no reino da Dinamarca”. Reinos e podridões parecem  caminhar junto... Mas o cheiro de decomposição anuncia um novo tempo. O surgimento de uma nova vida. Quando a gente quer saber se uma comida ou um produto é bom leva ao nariz. As coisa em transformação costuma exalar cheiros.
As boas coisas da vida também cheiram. O cheiro da mãe acalma e tranquiliza o bebe. O casal se cheira quando se ama. A flor libera o cheiro para atrair os insetos polenizadores e dá sequencia a vida. Carinho de mãe é lido no cheirinho de banana frita com açúcar e canela no fim.
O tacacá da banquinha na praça espalha um sedutor cheiro que me enche a boca dágua. Hum!!
Vivemos na sociedade do cheiro. A indústria de perfumes lucra milhões. 
                                                                      
Marcos Fernando

RElâmPagOS



Tsunami
Marcos Fernando

Desde o dia
em que você passou na minha vida
Ficou tudo espatifado!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

POemAS dO MarcOs FerNanDo


Regalo para uno amor desesperado

Marcos Fernando

Te regalo una cancion
Que molesta mi corazon
y queda una ilusion

quinta-feira, 28 de abril de 2011

POeMAS iLustRaDos


Os apertos da vida

Os apertos da vida são para romper nossa casca grossa e revelar a nossa essência
                                                                                              (Marcos Fernando)


PoNderAçõES



Conversas inspiradoras
Marcos Fernando

Alguns pessoas são provedoras de inspiração. Conheço algumas delas. São pessoas que nos acendem a criatividade. Despertam o nosso imaginário. Quando abrem a boca nossos ouvidos se esticam. Nossos tímpanos farejam: oba, vem aí uma boa conversa!

Gosto de uma boa conversa. Simples. Autêntica. Despretensiosa. Conversas que dialogam com os diversos saberes. Conversas que  acrescentam. Conversas que semeiam ideias e nos fazem refletir profundamente mesmo depois que termina o papo. Conversas que apaixonam. Sensibilizam. Geram lágrimas e o silêncio da aprovação. A cumplicidade dos olhos encantados alimenta uma boa conversa. A pessoa vai falando e vamos acompanhando com os olhos. Desenrolando os novelos do imaginário
Conheço pessoas que quando falam exalam propriedade, profundidade e conteúdo.
Uma boa conversa é um banquete dos Deuses para nossa alma sedenta. Melodia para nossos ouvidos. Uma boa conversa sacia. Arrebata.

terça-feira, 26 de abril de 2011

CrôNicAS dO MarcOs FerNanDo


A lenda do fura “Ó”

Marcos Fernando

Dr Evaldo foi uma juiz de direito muito famoso na antiga Brasiléia da década de 70. Tinha  fama de carrasco. Confirmando Maquiavel não era amado mas era temido e respeitado. Segundo o folclore local certa vez ele pôs fim a uma “festinha” particular promovida pelos Homens do dinheiro q dançavam nu em prostíbulo na companhia de algumas moçoilas.

Além da fama de severo Dr. Evaldo era conhecido por uma corcunda e por impor aos de menores uma pena terrível: Furar “Ó” de jornal com uma agulha recolhidos ao fórum local capturados pelos comissários de menor da época: A dupla Bibiano & Burichico.

Um dos desafetos do juiz era o pequeno Sebastião. De família humilde. Criado pelo pai. Morava na ladeira da Vila e boicotava o serviço dos estivadores no porto da catraia faturando uns trocados por carregar malas. Os estivadores o denunciava. A pena era furar “Ó”
Quando o juiz vinha nas ruas os cães corriam, porque devido a corcunda, os braços compridos do magistrado quase tocando chão davam a impressão de que iam pegar “rebolos” e apavoravam os cachorros. Como vingança o jovem Sebastião imitava o meritíssimo e assim teve q ler muitos jornais bolivianos e furar centenas de “Ós”.
O castigo despertou no menino pobre o hábito pela leitura e o levou a fluência em espanhol. Sebastião  se mudou para a capital do Acre onde virou Tião Maia: Um dos mais respeitados e talentosos jornalistas da imprensa Acre!
                           (Trecho do livro “De Seringal Bela-Flor a Epitaciolândia”, em vias de ser publicado)

pHilosoSOM

"QUANDO SE SABE OUVIR NAO PRECISAM  MUITAS PALAVRAS"
                                                             (Ira na  canção Dias de lutas)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

fILOsofILmES

"GRANDES CARGOS GERAM GRANDES RESPONSABILIDADES"
                                                                                 (O homem-aranha I)

cOntos do mArcOs FeRnandO


O homem das receitas
Marcos Fernando


Era um homem humilde. Simples trabalhador. Rude. De Boa índole. Nascera e se criara no mato. Nunca tinha ido a rua. Não conhecia o brilho da cidade. Se casou com um velha e grande amiga de infância com quem se criara junto. Vivia ali isolado no meio do mundo até o dia em que a esposa decidiu aprender ler e abriu  olhos para o mundo. A mulher devorava tudo. Uma traça dos escritos. Passava horas lendo. Lia até a s velhas  e encardidas revistas pregadas nas paredes.
Ele achava bonito ter uma mulher sabida, estudada, conhecedora do mundo das letras. Toda vez que vinha pra casa passava na casa de um vizinho que pore le enviava fartas cartas  para a leitora. Eram receitas. Muitas receitas
Um dia, enquanto a mulher lavava roupa no igarapé, passou um conhecido que pediu para beber água. Curioso o marido pediu para o cidadão  ler uma daquelas receitas já quemulher  não cozinhava lá essas coisas
O homem leu. Era cartas de amor. Cartas apaixonadas. Carícias verbais. A mulher vinha do igarpé  com a bacia de roupas na cabeça cantando. O homem olhou para a espingarda perndura na beira do barraco . Olhou para mulher. Olhou para a arma...Olhou para a mulher  e tomou a decisão que mudaria  sua vida para sempre...
Decidiu aprender a ler para nunca mais ser enganado.

domingo, 24 de abril de 2011

pOemAS dO MarcOs FerNanDo


Teta das palavras

Marcos Fernando

Eu  uso as palavras
Faço com elas o que quero
Eu as levo para acama
Delas retiro prazeres
Depois que as engravido
Largo elas pelo mundo

mEMóRias dE mIm meSmO


Fogueiras & friagens
Marcos Fernando

Quando eu era criança em junho o vento assobiava muito forte e gelado em nossos ouvidos e se abrigava em nossos ossos. Nossos edredons eram cobertas peruanas de 4 onças. As fogueiras eram nossas lareiras. Para elas iam os entulhos dos fundos dos quintais . Em torno do fogo se concentrava a criançada como num ritual viking. A meninava pobre, inclusive eu, sem dinheiro para comprar abrigos enfiava as mãos por dentro das camisas e parecia uma tribo de pequeninos sem braços. A alegria era o nosso idioma. O criptar da lenha acendia nossa imaginação.

terça-feira, 19 de abril de 2011

pOemAS dO MarcOs FerNanDo

E eu da árvore

Subi na árvore
Para colher azeitona e...
Vi um homem
Fazendo um buraco no fundo do quintal
Cavava rápido
Suava em bica
Nervoso estava
Apavorado
Era um homem tenso
De semblante franzido
Fora denunciado como subversivo
Vieram os homens usando fardas
Caras sisudas
Portando armas
escavacaram tudo
E desenterram a prova do crime...
Tacaram fogo
Era muitos Livros!!
Neruda e Maiakovski
foram queimados vivos!

                                    ( Marcos Fernando in Uma canção para Maiakovski)

RelâmPagOS



Poluição literária

Queimar livros
É uma forma de socializar a fumaça da burrice

PoNderAçõES

Olhos nas mãos


Nós enxergamos com as mãos. As mãos nos guiam na escuridão.Por isso que o amor é cego: Porque existem as mãos para tatear...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

obServaÇões

O medo

Estraçalha todos os outros brinquedos

obServaÇões


A bondade é cíclica
                                                                 A bondade se recicla!

obServaÇões


A maldade 
se 
Re
PET

Sou rio
transbordo
inundo
sou calmo e fecundo
fertilizo as margens
q me oprimem!

POemAS dO MarcOs FerNanDo


Na terra da coragem

                   Marcos Fernando

Os homens e as mulheres
Os cachorros e os meninos
Enfrentam seus próprios medos

A vida enfrenta a morte
Por mais que sangrem as veias
Por mais que a dor seja forte


As esperanças embalam os sonhos
As utopias movem o mundo
E os idealistas vão para o enfrentamento

Os loucosseguem em frente
E vão sempre adiante
Seguidos pelo crianças
Que são bem mais tolerantes



POemAS dO MarcOs FerNanDo



Na terra da coragem

                   Marcos Fernando

Os homens e as mulheres
Os cachorros e os meninos
Enfrentam seus próprios medos

A vida enfrenta a morte
Por mais que sangrem as veias
Por mais que a dor seja forte


As esperanças embalam os sonhos
As utopias movem o mundo
E os idealista vão para o enfrentamento

Os loucosseguem em frente
E vão sempre adiante
Seguidos pelo crianças
Que são bem mais tolerantes



cOntos do mArcOs FeRnandO


O homem atrasado

                                    Por Marcos Fernando

Nasceu depois dos nove meses. Chorou depois de dois dias. Seus dentes nasceram depois de adulto. Ria das piadas depois de um tempão. Nunca chegou na hora. Sua marca registrada era o atraso. No dia em que a menstruação da namorada atrasou ficou feliz. Enoivou com atraso. No  Casamento atrasou mais que a noiva. Casado tirou o atraso. Chegava atrasado para o almoço. Atrasva e perdia o ônibus. Perdeu empregos por atrasos. Pagava as contas com  frequente atrasos. Atrasava o aluguei. Nas peladas dos fins de semana chegava nas bolos sempre atrasado. Para viver na hora  atrasou o relógio. Seus atrasos constante atrasavam as pessoas. Era considerado o maior atraso de vida até que um dia..  Morreu. Depois de meia hora depois de seu interro


sexta-feira, 8 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

pOemAS dO MarcOs FerNanDo


Não podemos

Marcos Fernando

Não podemos
        Perder
A capacidade
De surpreender

Não podemos
        perder
a capacidade
de nos surpreender

Não podemos
           perder
a capacidade
de apreender

Não podemos
    nos  perder
de vista
independente de onde
       estejamos

terça-feira, 5 de abril de 2011

Os anjos atolados na lama
                         Marcos Fernando

Os povos anteriores não tiveram o privilégio de ser alados. Essa era a razão de uma de suas maiores frustrações. Por terem nascidos sem asas inventaram máquinas pesadas que os permitissem voar. No entanto, alguns dos povos anteriores aprenderam a voar bem alto sem tirar os pés do chão... E atingiram as nuvens.
Devido essa obcessão pelo vôo os povos anteriores inventaram a gaiola, uma forma de prisão nem sempre visível.  Desse modo liberou-se a caçada a todo bicho voador. Os preferidos eram os anjos, pois além de puros eram belos e inteligentes. È não se admite tantas qualidades em um único ser

Foi assim que os anjos foram lançados aos chiqueiros, e anjos com as asas enlameadas não conseguem voar.


( Fragmento do projeto O homem do casaco de fogo)




Pelados
                          Marcos Fernando

Todos nós
Estamos sós
Estamos nus
Ou somos sombra
Ou somos luz

segunda-feira, 4 de abril de 2011




“A menina que tinha os zóis mais grandes do que a barriga”

Era um menina que parecia um saco sem fundo. Comia tudo que encontrava pela frete. Comia pedras, vidros, sorvete, bolo de chocolate. Até galinha assada.
De tanto comer as coisas... As pessoas passaram a esconder as coisas dela. Depois, com medo, as pessoas passaram a se esconder dela.
Desesperada de fome ela passou a comer pessoas. O pior de tudo, só comia homens, de preferência os casados, o que deixava as outras mulheres apavoradas.  Engoliu o padeiro. O homem do leite. O  carpinteiro. O jardineiro, o gari, o entregador de pizza.... O bancário, o empresário, o mendigo. Comeu o guarda de trânsito, o vendedor de banana. o professor de química, os colegas de sala, o diretor da escola.Todos os amigos. E ... Os inimigos!!
Deram parte, ela comeu o delegado. Os “poliça”. Foi a julgamento: comeu o juiz... e o Júri. E  saiu por aí comendo. Apavorados chamaram as forças armadas, os coronéis e os capitães com seu batalhões, medalhães e arsenais . E ela devorou todo mundo. Pra variar decidiu comer outros animais: baratas, aranhas, pererecas e partiu para os maiores: ratos, gatos, cães , cavalos, elefantes. Uma sucuri.
Desesperada de fome , sem ter mais o que comer. ela olhou para o céu e viu o sol ardente fritando com se fosse uma pizza gigante, Deu um salto e nhec...
E desde então se espalhou pelo mundo a escuridão e as noites gelaaaadas !
Vou terminando esse texto por aqui porque ela já vem vindo ali e creio  que ela vai me...

Marco Fernando

segunda-feira, 14 de março de 2011

PoEmas do MArcoS FerNandO

Paridor de  poemas

                          Marcos Fernando



Meus poemas
Não nascem de partos normais
Eles são sarjados
Como tumores invisíveis

Meus poemas nascem in vitro
Saem a qualquer hora
Não devem nada
E não pedem $ emprestado

Meus poemas
Nascem de cesariana
Falam em silêncio
E atravessam a vida feito espinho
Na garganta


PoEmas do MArcoS FerNandO

Paridor de  poemas

                          Marcos Fernando



Meus poemas
Não nascem de partos normais
Eles são sarjados
Como tumores invisíveis

Meus poemas nascem in vitro
Saem a qualquer hora
Não devem nada
E não pedem $ emprestado

Meus poemas
Nascem de cesariana
Falam em silencio
E atravessam a vida feito espinho
Na garganta


domingo, 27 de fevereiro de 2011



Pessoas que nos impressionam

                                                Marcos Fernando

Algumas pessoas nos impressionam pela lucidez, pela serenidade e pelo espírito de grandeza nos momentos mais difíceis.
Um dia um grande amigo meu , que havia perdido a esposa para um câncer, foi andar  de barco nas barrentas águas do rio Xapuri. Ia de batelão do lado errado. Não sabia que o trânsito nos rios também obedece a regras. Uma voadeira surgiu na curva e vinha em sua direção. Tentou desviar fazendo uma manobra arriscada e caiu nas águas. Uma hélice perfurou-lhe as costelas. Agonizando no leito do hospital virou-se para a enfermeira  e pediu:
-       “Diga para meus filhos que a culpa foi minha.”
E foi morar com Deus!