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segunda-feira, 14 de março de 2011

PoEmas do MArcoS FerNandO

Paridor de  poemas

                          Marcos Fernando



Meus poemas
Não nascem de partos normais
Eles são sarjados
Como tumores invisíveis

Meus poemas nascem in vitro
Saem a qualquer hora
Não devem nada
E não pedem $ emprestado

Meus poemas
Nascem de cesariana
Falam em silêncio
E atravessam a vida feito espinho
Na garganta


PoEmas do MArcoS FerNandO

Paridor de  poemas

                          Marcos Fernando



Meus poemas
Não nascem de partos normais
Eles são sarjados
Como tumores invisíveis

Meus poemas nascem in vitro
Saem a qualquer hora
Não devem nada
E não pedem $ emprestado

Meus poemas
Nascem de cesariana
Falam em silencio
E atravessam a vida feito espinho
Na garganta


domingo, 27 de fevereiro de 2011



Pessoas que nos impressionam

                                                Marcos Fernando

Algumas pessoas nos impressionam pela lucidez, pela serenidade e pelo espírito de grandeza nos momentos mais difíceis.
Um dia um grande amigo meu , que havia perdido a esposa para um câncer, foi andar  de barco nas barrentas águas do rio Xapuri. Ia de batelão do lado errado. Não sabia que o trânsito nos rios também obedece a regras. Uma voadeira surgiu na curva e vinha em sua direção. Tentou desviar fazendo uma manobra arriscada e caiu nas águas. Uma hélice perfurou-lhe as costelas. Agonizando no leito do hospital virou-se para a enfermeira  e pediu:
-       “Diga para meus filhos que a culpa foi minha.”
E foi morar com Deus!



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PoeMarKos


Quem são seus amigos ?

Com quem vc pode contar
Na hora em tudo complicar ?
A quem vc vai recorrer
Na hora em que o mundo conspirar contra  vc?
Quem vai te dizer o caminho
Qdo estiveres perdido e sem vinho?

Quem poderá te acudir no momento em que tudo parece ruir?
Quem vai te dar  a mão na hora em q vc estiver no chão?
Quem?!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O homem que conversou com a morte 


Converse com vc . Dialogue com seus medos. Suas angústias . Enfrente seus desafios. 

Pessoas q tiveram um tete-a-tete com a morte costumam ter histórias fantásticas para contar. Um dia desses encontrei, por acaso, com um desses sobreviventes: O  Carlos Alberto, o Cacá. E e ele contou do encontro que teve com a dona da foice. Q teve um diálogo franco e aberto com ela. Uma conversa séria e difícil. Sem meias verdades abriu o jogo. Diz ele ter alegado que precisava de mais um tempo aqui em baixo para realizar uns projetos de vida. Deu um queixo tão doido na tenebrosa que, pra nossa, sorte, a temida resolveu-lhe postergar  a transferência para o andar superior. Conto isso para suscitar uma reflexão a cerca da grandiosidade dos projetos de vida de cada.  Tem gente q leva a vida a reclamar da vida q tem. Já outros tem como projeto de vida cuidar da vida alheia. A meu ver quem não tem projeto de vida não precisa nem se preocupar com a morte pois já está morto. A propósito qual é o seu grande projeto de vida, hein? Se vc tivesse um encontro hj com a dona morte e tivesse q convencê-la q devia ficar na terra  mais um pouco quais seriam seus argumentos? Reflita !

Estrepada de prego

Inflama
apustema
Lateja
Chamega
parece  a lâmina de uma vela acesa
mas qdo sara
alivia !

PoemAs do MaRcos FeRnando

 Sobre  pronunciamentos

Eu cá com meus botões
ando trocando umas idéias comigo mesmo 
pq as vezes o silêncio é o melhor discurso 

PoemAs do MaRcos FeRnando

Sopa de Nada 

Misturo palavras com silêncio
bato com a cabeça nas paredes da ignorância 
e com a língua nos dentes da noite
Eu sou forte pq sou feito de coisas lembradas não de esquecimentos

PoemAs do MaRcos FeRnando

Sopa de Nada 

Mistura palavras com silencio
bato com a cabeça nas paredes da ignorância 
e com a língua nos dentes 
Eu sou forte pq sou feito de coisa lembradas não de esquecimentos

PoemAs do MaRcos FeRnando

Poeminha de ano novo


Novos ciclos
Outros vínculos
Inovar até nos equívocos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando

Diálogo das maturidades
            
                                                                         Por Marcos Fernando

As diferenças não são obstáculos. Elas se constituem em oportunidades de superação para o desdobramento da grandeza de cada ser humano. As distâncias são possibilidades de aproximações. Perto demais se asfixia. Longe demais se perde de vista. Um bom diálogo exige proximidade. Contato. Olhos nos olhos
Os diálogos podem, e precisam ser francos. Fraternos. Sem subterfúgios, sem agendas ocultas, arapucas ou escamoteamentos da verdade. Nos diálogos honestos há verdade. Há entrega. Há cumplicidade. Os diálogos verdadeiros, mesmo que não usem uma palavra, são intensos. Siiim. Há diálogos sem palavras!! Às vezes são os melhores. São com olhares. Com gestos. Respirações...
Falo com quem gosto. Com quem confio. Diálogo é intimidade
Os diálogos precisam ser um esforço conjunto de colaboração para a superação mútua. Recíproca. Profícuas. Fugindo-se das armadilhas comuns do cotidiano fundadas na dicotomia, no maniqueísmo fácil e superficial e ainda se imiscuíndo de posturas baseadas em visão periférica das coisas.

Marcos Fernando

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O diálogo das grandezas

Ser grande, não raras vezes, significa fazer o exercício da tolerância, da generosidade, da benevolência até com aqueles que são pequenos. Que assumem posturas mesquinhas quando grandes desafios são colocados

Marcos Fernando

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O diálogo como “intera”

Sou incompleto. Preciso do outro para evoluir. Para refletir. Para alimentar a minha incompletude na busca pelo conhecimento uma vez q pretendo a sabedoria. E o saber não é uma produção solitária. O saber é produzido na sua historicidade coletivamente. Falta uma parte de mim que está por ai. Que está no outro. Que estou a procura. Por isso a necessidade do outro. Do diferente.

Marcos Fernando

reFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O diálogo como ponte

O diálogo representa uma possibilidade de mudança de lócus. Nele eu posso experimentar o ponto de vista do outro. Ponto de vista visto de outro ponto. Pois são vários pontos (pixel) q formam uma imagem na tela da nossa das nossas inteligências.São esses pontos que formam a rede da sabedoria. Como um tarrafa cultural que pesca as idéias no ar. Sensitivo mesmo.

Marcos Fernando

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O diálogo honesto

Todo diálogo precisa ser honesto. Com os outros e consigo mesmo. Antes de ser honesto com os outros é preciso ser honesto primeiro com a gente.

Marcos Fernando

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando


O diálogo dos quereres

Primeiro é que vc não precisar querer ser é preciso que os outros queiram q seja vc. Vc precisa ser o ultimo a querer. Ser convencido a querer. E quando os quereres se encontram. Convergem. Ampliam. Amplificam-se. As coisas acontecem!! Porque segundo a sabedoria popular qdo um não quer dois não....
Qdo um quer sozinho  é violência (estupro) ou prática solitária (angustiante e estéril)

Marcos  Fernando

A casa das portas


                         Todo mundo tinha medo de fazer a grande viagem. Só haviam dois caminhos. E levavam a um único destino: a casa das portas. Para chegar a casa das portas era preciso tomar um chá de transparência. Desaparecer dos olhos mas permanecer nos corações. O caminho era longo e ninguém tinha voltado da grande viagem para dar satisfações... E  os homens, que têm muitos temores, temiam o desconhecido. Mas se não se vai até o desconhecido o desconhecido vem até nós.
Eis que uma bela tarde em que o sol mergulhava no rio das Lágrimas o desconhecido chegou. Veio pela porta da frente.do lado que os raios do sol prismavam.  Seu cheiro, sua estatura, sua cor, tudo causava incômodo. O vento se encarregou de espalhar, com seus gemidos, a sórdida novidade. Antes da lua sorrir todos estavam apavorados. As estrelas mais tímidas se esconderam atrás de uns cacos de céu. Ouvia-se até o ruflar das asas dos vagas-lumes, que teimosos, insistiam em levar um pouco de luz.
                         
O desconhecido foi se aproximando... Se aproximando... Se aproximan... E quando deram por ele já estavam cara a cara.
A noite tremeu, e os bichos que tem pena foram gemer em surdina. 

(Trecho do projeto O homem do casaco de fogo  - Marcos Fernando)

pOemAs do MaRcos FeRnando


Eu queria beber o teu Silêncio
Me embriagar nas tuas palavras
Mas estou sóbrio
E não caibo em mim

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sEriNgAl LiteERáriO


Moitel


A lua
Pindurada
Nus cipó
Ci dibruça
Pra modi
Vê azonça
Fazenu amor 

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando

 
    A lição da samaúma  
                                                          (Marcos Fernando)
A “samaúma” (Ceiba pentandra, Família: Bombacaceae) cresce rápido. Qdo jovem, assim como os humanos, possui espinhos para se defender. Mas qdo cresce a Samúma perde a agressividade e ganha imponência. Fica enorme. Robusta. Torna-se a exuberante rainha da floresta.
Sua madeira branca é frágil. Muito apreciada para construções. Serve para caixaria de construções. É q os humanos adoram caixinhas para por as coisas...
Depois q cresce, e já conscienciosa q precisa perpetuar sua espécie, a samaúma lança suas sementes em chumaços de algodão q viajam kilometros e kilometros nas ondas do vento e vão parar em terras distantes.  Qdo a árvore e muito alto suas sementes vão longe...
( Fragmento do projeto : Lições da Floresta , de Marcos Fernando)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

pArAcHoQuEdeCaMiNhAo



Qdo se respeita não se tem medo

                                                               ( Marcos Fernando)

PoemAs do MaRcos FeRnando


Constante

A presença
Da tua ausência
É a minha
Maior doença

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ARtigos do MaRcos FeRnando


Ainda sobre time e casamentos...
                                         para Marisa Fontana

Marisa o q  pretendi discutir no post anterior foi sob aspecto gramsciano: Questão dos compromissos políticos e as competências pedagógicas, aborda a complexidade q envolve a montagem de uma equipe (time rsrs) de governo.  Ñ concordo com a tal da supremacia dos técnicos nem tão pouco com puritanismos políticos. Mas casamento tem como símbolo a aliança. Gosto dessa idéia de aliança, pois, a meu ver, ela se contrapõe a idéia de auto-suficiência. Eu não me basto. Preciso do outro. Preciso do diferente para me complementar. Alianças são fundamentais. Ninguém governa sozinho.
Concordo com vc q há jogadores q são bons em esportes individuais. No entanto, a meu ver, política e gestão, são esportes coletivos. Vem da pólis (grega). Estão mais para futebol . Q para boxes.
Considero fantástica a idéia das lavadeiras (ombudsman de governo). Só não concordo q a roupa suja precisa acumular bastante para ser lavada.  Pq senão “encaroncha.”.  E há sujeiras que se a gente não limpar logo tornam-se irreparáveis e estragam as peças.  
Quanto as críticas. De crítica nos já provamos q somos bons. De governo idem.  Agora nós temos q ser melhores é de governos. Melhores inclusive q nós mesmos. Voltando a analogia futebolística: Em um time ˙há vários jogadores de estilos variados e todos são fundamentais pq assumem posições diferente.  Um time não é formado por pessoas igual. Mas sim por pessoas q tenham a mínima  afinidade : jogar futebol e fazer gols. Acredito q o nosso desafio agora é outor. É como o daquele jogador bom q tem fazer mais, e melhores gools q ele mesmo, a cada partida.  Mudaram mesmo alguns premissas. E nem tudo foi pra pior, por exemplo : Time q tá ganhando precisa ser mexer mais ainda . E se mexer bem pra não tomar alugns sustos.
É preciso transformar as crítica em repostas concretas.Quem critica não é inimigo mais colaborador. Aí, parabéns pela analogia da vacina. É isso mesmo: O soro antiofídico é feito do próprio veneno.
Só  com iguais não ser forma um governo. E sim  uma seita.
Na democracia é assim além do direito ao voto a gente tem o direito ao palpite . Todos somos técnico da nossa seleção. Mas quem escala é quem foi escolhido para isso.
 “O fisiologismo que cresce à olhos vistos, o cordão do puxa-saco que cada vez aumenta mais  se fortalece muito quando se trabalha com  a idéia de time (pense nisso!). Pensei, Marisa, confesso q pensei, e me convenci mais ainda q o problema não está na idéia de time/equipe . Talvez esteja em outras idéias ede quem escala o time. E jogadores escalados podem ser substituido a qualquer momento para o bem da humanidade. Ufa, ainda bem!! rsrs
Continuo acreditando q é mt ruim ter gente em uma equipe, qualquer equipe seja, que queira “aparecer” mais q o time. Mais q o coletivo. Geralmente essas posturas atrapalham e provacam gool contra.
Sobre o “Cancer “ citado creio ser injusto atribui-lo a concepção de time. Há times e times .
Um time é um exercício de lideranças, Gente q lidera e sabe ser liderada. E somos sabedores  q existem vários tipos de líderes. A respeito do termo time não devemos esquecer q um time time tb forma valores dignos, tais como a solidariedade, entre outros.
Fico feliz por  ter suscitado essas ponderações.
 Obrigado por oportunizar esse saudável diálogo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Artigos do MaRcos FeRnando



Equipes & governos
Marcos Fernando

Escolher uma equipe de governo é tão delicado qto escolher um bom casamento. A escolha acertada evitará futuras dores de cabeça. Pode ouvir-se muitas pessoas mas a decisão é pessoal. Se o time for vencedor mt talentos individuais serão reconhecidos mas se for o contrario o técnico vai ser o grande responsabilizado.
Montar um bom governo se assemelha em mt com montar um bom time para vencer o campeonato. Tem q se levar em conta o resultado a ser obtido e o estilo de futebol q se quer jogar. A meu ver os jogadores estrelas, q se julgam mais importantes q o time precisa ser evitados para evitar constrangimentos. Governar é um esporte coletivo. Os “jogadores “ precisam está em profunda sintonia com o “técnico” e o técnico precisa ter plena confiança nos escalados. A equipe precisa está disposta a suar a camisa pra fazer bonito. Abrir mão de interesses e vaidades pessoais em nome de um objetivo maior. É preciso evitar a ingenuidade  e amadorismo dos iniciantes além da arrogância e a soberba dos veteranos.

Marcos Fernando

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando

Mudança de mentalidade
                                
                               Marcos Fernando

Não adianta mudar de lugar
Se ñ mudar o jeito de pensar

cliSCks do MaRcos FeRnando

Título  da foto: A vida brota
Cenário: Campus da Universidade Federal do Acre
Clicado por Marcos Fernando

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando

    A diferença entre a escrita e a fala


                                                                         Marcos Fernando


A fala nos permite sotaques, vícios e outras variações culturais.
A língua escrita é forma e obedece a regras padronizadas é imposta por uma elite dirigente. A língua também pode ser empregada no processo de segregação e pode legitimar a exclusão social. Um documento oficial tem q estar dentro das regras padrões estabelecidas. A arte é livre. Se não for livre não é arte.

ARtigos do MaRcos FeRnando


   Pés de galinha
                                                                Marcos Fernando

Gosto de pés de galinha. Eles são saborosos. Suculentos. Apetitosos. Dentro deles vem sempre um caldinho escondido. E fazem um sonzinho carinhoso qdo a gente os suga. Gosto de pés de galinha pq, entre outras coisas, são discriminados, quase criminalizados. Gosto dos pés de galinhas pq eles são subversivos, anarquistas. Espatifam. Siscam, arejam... São instrumentos da caordem. Não gostam das coisas "certinhas", combinadinhas... Nem respeitam os quadrados do mundo.
E os pés de galinha na face?

Significam tempos vividos. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

POemAs do MaRcos FeRnando


A moça e as flores

As flores
da primavera
eram todas tão belas
e eu olhava pra elas
lá da minha janela
Flores
De todas as cores
De tudo que é matiz
E se moviam belas
Juntas com  os seus quadriz

Ela passava linda
Com uma panela cinza
Cheia de sonhos e água
Me sorria e cansoava
As gotas lambiam seu corpo
Desenhando seu perfil

As flores que eu dei
Pra ela
Se misturam as velas
E o sino da capela
Acenando pra donzela
Dando adeus me rebela

Meu olhar me evapora
Doendo feito uma espora
Ferindo minha costela


Eu com os olhos úmidos
Vi ela ir embora
E todo corpo da bela
Vestido de primavera




terça-feira, 12 de outubro de 2010

POemAs do MaRcos FeRnando


Um poema sobre o dia da Criança...


Há uma criança
Em mim
Que teima em resistir
Há uma criança em mim
Que não se cala
Q não tem medo de escuro
Nem teme a balas
Há uma criança em mim
Q ignora
Os temores
Q a tanta gente apavora
E o nome dessa criança... é esperança!!

ReFlexÕeS do MaRcos FeRnando

Algumas pessoas não pertencem a lugares
Pertencem a causas 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Artigos do MaRcos FeRnando



Arapucas do mundo
                                                             Por Marcos Fernando

Os vaidosos caem logo. São presas fáceis para o ego. Se envenenam com os elogios. Os ardilosos  recorrem a rasgação de seda para seduzir os vaidosos. Vaidosos são presas fáceis, pois desligam o desconfiômetro e confiam no piloto automático das boas intenções alheias .
Quando eu era criança e morava no seringal armava arapucas para pegar juritis. Os pássaros espertos amam a liberdade. São matreiros, e talvez por isso não caiam em arapucas. Já as juritis. Coitadas, ávidas por satisfazer seus desejos mais primitivos de alimentar-se vinham bicar o milho e... Pofe! Caíam.
Hoje sinto pena das juritis. No entanto, naquela época, era implacável e devorava-lhes em  saborosas farofas com café. Hoje sinto pena das juritis porque eram ingênuas. Sinto pena e gratidão por ter aprendido com a tragédia delas q precisamos está atentos para não cair nas muitas arapucas do mundo. E olha que são fartas as armadilhas espalhadas ao longo do nosso caminho.
Creio até que as escolas deviam ensinar nas salas de aulas a arte de evitar cair em arapucas. Mas às vezes, infelizmente, muitas vezes as “grades” curriculares ocupam os alunos com decorebanças sofismáticas. Não sobrando tempo para o ensino das artes das sobrevivências.

domingo, 10 de outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010


Cutucando as idéias

Gosto de pessoas que cutucam as idéias. Que provocam. Que fazem perguntas desconcertantes. Os comportadinhos, normalzinhos, me causam tédio. Gosto dos loucos que estraçalham o silêncio. O silêncio é o túmulo das ignorâncias. Da apatia. Quem cala concente. Quem cala é dormente!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Artigos do MaRcos FeRnando


  Os paus de cebo da vida

Há aqueles que se comportam como se a vida fosse uma grande quermesse e sua maior meta, feito crianças ingênuas, é passar a perna nos outros. Se sujando e sujando os outro
para atingir o pódium. Para alcançar seus sórdidos objetivos. Para estes os fins justificam os    meios.
A vida é cheia de paus de cebos. De prêmios que não valem a apena. De disputas desnecessárias . De esforços insanos por vitórias frustrantes q qdo adquiridas perdem seu sentido em si.
Tem gente q se mata para chegar ao topo, se suja, se expõe,
E ao chegar lá descobre q o prêmio
É vazio e oco. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

pOemAs do MaRcos FeRnando

Se as flores
Não nascem nos corredores
Apesar de todos os odores

Se as sementes intransigentes
Brotam como serpentes
Apesar dos cogumelos
Dos parabelos
E desesperos
As flores que não são de plástico
Nascem
Ao lado do palácio

domingo, 26 de setembro de 2010

cONtOs dO mArcOs


A mulher que cozinhava as estrelas
                
                                     Por Marcos Fernando

Era um lugar triste. Um barraco de papelão e lona pendurado na beira do barranco. As cinco crianças deitadas no chão dormiam entre pernas e braçøs. As baratas corriam por cima lambendo um prato sujo de pirão. Restos de comida e urina se misturavam. Fazia um calor dos infernos. Não tinha luz, nem água encanada. Não tinham o básico. Quando chovia molhava mais dentro que fora.
A mãe aflita se revirava no chão entre um pano de rede remendado preocupada pois sabia q ao acordar as crianças não teriam o que comer.  Chorava em silêncio para não interromper o sono dos inocentes. Era um choro sufocado. Doído feito espinha na garganta. Foi então que, pelo buraco do telhado, percebeu uma estrela curiosa lhe espiando. Olhou para a estrela e começou a se fazer de morta. Curiosa a estrela veio se aproximando para ver de perto aquela agonia. Foi aí que a mulher esticou o braço magro e esquelético  agarrando a estrela. O astro até que tentou fugir. Esperneou. Mas foi inútil. A mulher mais que depressa jogou a estrela dentro da panela entisnada pôs o pé em cima para que ela não escapasse e acendeu o fugareiro.
Tacou água dentro e botou para ferver. Os meninos acordaram com o barulho da estrela estrebuchando dentro da panela e pediram “bóia” pensando que era galinha.
A mãe tratou logo de avisar os filhos : a comida é  deliciosa.  Só tem um "pobrema" a gente deve comer de olhos fechados. O tempero da fome é a imaginação. E foi assim que a partir daquela noite nunca mais faltou comida naquela casa!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ARtigos do MaRcos FeRnando


                                        “O teu olhar melhora o meu”


É incrível como há pessoas que marcam profundamente as nossas vidas. Pessoas que são capazes de transfomar imensamento nosso modo de ver o mundo.

Durante os 30 anos de minha vida já tive deversas vezes oportunidade de me deparar com esse tipo de pessoa. Geralmente são pessoas simples, despretenciosas, que ensinam pelo que são, porque são realmente aquilo que são e ñ representações e ainda porque a fato de existirem é um verdadeira lição de vida, de superação, de aprendizado.

São pessoas que ensinam sem se esforçar porque do auge da sabedoria adquirida não possuem a ilusão de serem professorais nem tampouco senhores do universo

São pessoas que nos dão vontade da gente ficar perto por mt tempo. São presenças que ñ nos cansam. E são tão rápidas, tão poucas e passam tão velozes por nossas vidas.  ñ raro retiram a poeira dos nossos olhos, dos nossos ouvidos, dos nossos corações e principalmente fazem a mais completa faxina nas teias de aranha do nosso cérebro.

Pessoas que nos arrebatam para suas concepções de mundo pela contundência de suas convicções e pela  singularidade do seu olhar
                        Marcos Fernando 

Pipa de linha



As linhas
Das pipas
São ripas invisíveis
As tripas dos sonhos
Gravetos q voam
As linhas sozinhas
Bailando no céu
Esqueletos
Atléticos
Lá nas alturas
Fazendo firulas
Feito carrossel



segunda-feira, 26 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

pOndeRaÇões

Porque o filho de Abraão?

• Quando Abraão foi posto a prova Deus pediu-lhe em sacrifício que ele ofertasse seu filho Isaac.
• Porque Deus fez isso?
• O que significa um filho para um pai?
• O que Deus quis dizer com sua attitude?

Um filho é a parte mais importante de um pai. É porque Deus então solicitou o que de mais precioso Abraão tinha? Porque Deus quer exatamente o melhor de nøs. Não podemos nos economizar para Deus.
Foi esse o exemplo, carregado de simbolismo, que o grande pai nos deu ao enviar seu filho para morrer na cruz por nós. Porque Deus enviou Jesus e ñ um anjo dos seus para essa nobre missão? Porque Deus precisava demonstra que a gente precisa dá o melhor de nós em tudo q fazemos. As grandes missões exigem grandes desprendimentos. Além de pedir o melhor dos outros (qdo pedeiuIsaac, filho de Abrão) Deus liderou pelo exemplo dando o melhor de si ao enviar o próprio filho (Jesus). Na próxima vez que for cumprir uma missão lembre-se disso!


Marcos Fernando

pOndeRaÇões

Cultivadores do medo



Uma vez quando eu era repórter de rádio fui cobrir um dia de campo cuja pauta era cerca elétrica. De toda a tecnologia o que mais me impressionou foi à informação fornecida pelo técnico de que o choque aplicado na vaca prenhe tranfere o medo até para o neto dela que ao nascer também não vai querer se aproximar da cerca. Isso me fez pensar sobre o quanto o medo é cultural e como o reproduzimos em nossa sociedade. O medo de morrer. Medo de perder o emprego. Medo de perder um ente querido ou a pessoas amada. A vida é feita de perdas e ganhos e no meio disso tudo se ergue o medo. O medo angustia, congela.
Quando nos libertamos do medo criamos coragem para enfrentar o mundo.


Marcos Fernando

quinta-feira, 18 de março de 2010

cOnTos dO maRcoS FerNanDo

Acuado

Estava ele ali. De frente para morte. Só ele e ela como nunca estivera. Cara a cara. Seus dentes eram lâminas fortes, brilhantes. Àvidas por sangue. Seus olhos vomitando ódio. O silêncio era maior que o medo. Nada ao seu redor. Nem arma, nem escape. Nem árvore, Nem um pedaço de pau. Sem chances. Só ele e ela. Coração desesperado. Boca seca. A fera fungando. Babando. Marchando para cima. O hálito podre da morte beijando seu rosto. E ele espremido entre angústia e a parede do pânico. Não tinha escapula, nem para quem gritar. As unhas e os dentes era tudo que tinha. Suava frio. Suas pernas tremiam. Foi então que do nada brotou um insight. E....

quarta-feira, 3 de março de 2010

Alagações





Os rios quando saem do leito
  fertilizam as margens.
Confiança, sonhos e borboletas

Um dia desses meu filho mais novo, Luiz Fernando, de 5 anos, que gosta muito de fotografar , pegou a câmera e largou flashes para tudo q é lado. Ele gosta de ângulos inovadores e faz fotos intrigantes. Tem uma percepção do mundo questionadora o q é típico das crianças. Estava ele promovendo um festival de flashes quando uma borboleta intrometida invadiu o cenário. E o menino disabou na carreira em busca de enquadrá-la, mas o lepidóptero deslizava em um balé harmônico, suave, delicado, rodopiava dando-lhe chagões escapava da gaiola dos ângulos. Suado e revoltoso ele veio queixar-se a mim: - Pai, porque a borboleta não pousa no meu dedo?
Interrompi minha leitura e fui explicar-lhe: - Porque ela não tem confiança em vc, meu filho!
- O que é confiança? - Sapecou-me ele
- Confiança? Confiança é... - recorri aos meus neurônios para elaborar uma resposta convincente - Confiança é sentimento, meu filho!
- Mas porque que ela não confia em mim? - inquiriu-me - Eu sou do bem - completou
- Porque ela não te conhece. A gente não confia em quem não conhece.
Depois q ele se afastou fiquei refletindo e conclui q lhe faltou dizer que:
- A gente não confia em quem não conhece. E às vezes a gente tb não confia em quem conhece exatamente pelo fato de conhecer mt bem.

***

As borboletas, Chico Mendes e o Che Guevara

Nunca tive nem um contato com Chico Mendes. Em que pese minha família conhecer a dele desde criança. Moravam em seringais próximos. Eram vizinhos de colocações ( Cachorra Magra e Alto formoso). A única vez que o vi foi de longe. Por volta de 86/88. Era ano de eleição municipal. Eu passava pela Avenida Santos Dumont, em Epitaciolândia, que na época se chamava Vila. Perto da antiga boate Tropical, do Seu Pimenta, a boquinha da noite, havia um aglomerado de uns quatro gatos pingados. Era um grupo de pessoas diferentes. Discursava diferente. Era um comício. Tinha cheiro de suor e esperança. Entre rostos cansados e olhares esperançosos os candidatos davam discursos inflamados. Havia uma indignação otimista. Eram gritos esperançosos. Eu não entendia mt bem o que diziam, mas sabia q falava de algo de bom. Algo que só depois fui descobrir q se chama utopia.
O palco era um caminhão atravessado, iluminando apenas por um bico de luz onde os mosquitos rivalizavam com os oradores. Pensem num som ruim!
Foi então que um baixinho, bigodudo, de fala mansa, pegou o microfone e começou a fala mansa, com uma voz macia de quem falava com calma, seguro de si porque sabia o que dizia. Um fala envolvente cativante. Que arrepiava: “Muitos companheiros tombaram, e muitos, infelizmente, ainda tombarão. Eu mesmo tô ameaçado de morte” - e para finalizar abarcou: - “Mas como diz o poeta: Os poderosos poderão matar uma, duas... Várias borboletas!! Mas não impedirão a chegada da primavera!”
Senti um entalo no peito. Meus olhos arderam. Havia fumaça e fuligem.
O homem falava bonito até de coisas tristes
Naquela noite fui picado por um bicho chamado utopia
Tempos depois descobri q o poeta a quem ele se referira se chamava Ernesto. Ernesto “Che” Guevara

***

As Borboletas de Mário Quintana

Talvez o que eu tb tenha q falar para meu filho, e para muitas outras pessoas, é q devamos seguir a sabedoria de Mário Quintana:
“Ao invés de correr atrás das borboletas devemos plantar flores para que elas venham até nós”

***

Ainda sobre borboletas e... Tolerância!

E que:

“ É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se eu quiser conhecer as borboletas”
(Antoine de Saint Exupéry - in O pequeno Príncipe)


Marcos Fernando Silva - Formado em história pela Ufac e colaborador do Mandato da Senadora Marina Silva

segunda-feira, 1 de março de 2010

Da janela vejo
os prédios
Eles são sisudos
A cidade crescendo para o alto
é uma outra floresta sendo erguida
Vivemos no tempo dos homens concretos
Com vigas de ferro
e o frio das lages
Não gosto do cinza do cimento
Cinza me causa
           náusea

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Em tudo sou intenso
no que falo
no que penso
por isso inteiro
não aprendi deixar de ser verdadeiro
Me perdoe os exageros
mas não sei ser pela metade

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

cOnTos dO maRcoS FerNanDo

O homem q não tinha...

Nasceu diferente. Percebeu logo de primeira. Bem assim lá nele faltava algo que todos os outros tinham. Qdo perceberam q não possuía o acessório considerado obrigatório teve que enfrentar a humilhação pública, a pichação moral, a rotulação, o preconceito, o escárnio. Mas tinha o couro grosso. Empinou o nariz e seguiu em frente. Gosto de sangue na boca, angústia medo, solidão. Foi sozinho contra todos. O mundo o agredia. O trucidava. E ele se recompunha do caos, dos frangalhos. Do ácido líquido dos ódios. Erguia-se da ruína. Das coisas podres e desprezadas. Foi assim q se fez íntegro. Intenso. Respeitado e respeitador. Num ofendia nem a bóia q come. Nem tão pouco cuspia no prato em q comeu. Era feito de coisas lembradas e esquecidas. Das quedas conservava a aprendizagem do equilíbrio. Um dia um dos doutores dos conhecimentos, um dos monopolizadores das sapiências, o desafiou com o dedo em riste. Apontando - o na cara, com ásperas palavras o metralhou:
-Vc não pode ser! Não pode. Não tem como!
- Pq não?
- Pq now?
- Pq não?
- Pq para ser tem q ter...
- Quem foi q disse q para ser tem q ter...?!
E o paradigma arcaico se desestruturou.