Marcos Fernando
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
ARtigos do MaRcos FeRnando
Marcos Fernando
Pipa de linha
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
pOndeRaÇões
• Quando Abraão foi posto a prova Deus pediu-lhe em sacrifício que ele ofertasse seu filho Isaac.
• Porque Deus fez isso?
• O que significa um filho para um pai?
• O que Deus quis dizer com sua attitude?
Um filho é a parte mais importante de um pai. É porque Deus então solicitou o que de mais precioso Abraão tinha? Porque Deus quer exatamente o melhor de nøs. Não podemos nos economizar para Deus.
Foi esse o exemplo, carregado de simbolismo, que o grande pai nos deu ao enviar seu filho para morrer na cruz por nós. Porque Deus enviou Jesus e ñ um anjo dos seus para essa nobre missão? Porque Deus precisava demonstra que a gente precisa dá o melhor de nós em tudo q fazemos. As grandes missões exigem grandes desprendimentos. Além de pedir o melhor dos outros (qdo pedeiuIsaac, filho de Abrão) Deus liderou pelo exemplo dando o melhor de si ao enviar o próprio filho (Jesus). Na próxima vez que for cumprir uma missão lembre-se disso!
Marcos Fernando
pOndeRaÇões
Uma vez quando eu era repórter de rádio fui cobrir um dia de campo cuja pauta era cerca elétrica. De toda a tecnologia o que mais me impressionou foi à informação fornecida pelo técnico de que o choque aplicado na vaca prenhe tranfere o medo até para o neto dela que ao nascer também não vai querer se aproximar da cerca. Isso me fez pensar sobre o quanto o medo é cultural e como o reproduzimos em nossa sociedade. O medo de morrer. Medo de perder o emprego. Medo de perder um ente querido ou a pessoas amada. A vida é feita de perdas e ganhos e no meio disso tudo se ergue o medo. O medo angustia, congela.
Quando nos libertamos do medo criamos coragem para enfrentar o mundo.
Marcos Fernando
quinta-feira, 18 de março de 2010
cOnTos dO maRcoS FerNanDo
Estava ele ali. De frente para morte. Só ele e ela como nunca estivera. Cara a cara. Seus dentes eram lâminas fortes, brilhantes. Àvidas por sangue. Seus olhos vomitando ódio. O silêncio era maior que o medo. Nada ao seu redor. Nem arma, nem escape. Nem árvore, Nem um pedaço de pau. Sem chances. Só ele e ela. Coração desesperado. Boca seca. A fera fungando. Babando. Marchando para cima. O hálito podre da morte beijando seu rosto. E ele espremido entre angústia e a parede do pânico. Não tinha escapula, nem para quem gritar. As unhas e os dentes era tudo que tinha. Suava frio. Suas pernas tremiam. Foi então que do nada brotou um insight. E....
quarta-feira, 3 de março de 2010
Um dia desses meu filho mais novo, Luiz Fernando, de 5 anos, que gosta muito de fotografar , pegou a câmera e largou flashes para tudo q é lado. Ele gosta de ângulos inovadores e faz fotos intrigantes. Tem uma percepção do mundo questionadora o q é típico das crianças. Estava ele promovendo um festival de flashes quando uma borboleta intrometida invadiu o cenário. E o menino disabou na carreira em busca de enquadrá-la, mas o lepidóptero deslizava em um balé harmônico, suave, delicado, rodopiava dando-lhe chagões escapava da gaiola dos ângulos. Suado e revoltoso ele veio queixar-se a mim: - Pai, porque a borboleta não pousa no meu dedo?
Interrompi minha leitura e fui explicar-lhe: - Porque ela não tem confiança em vc, meu filho!
- O que é confiança? - Sapecou-me ele
- Confiança? Confiança é... - recorri aos meus neurônios para elaborar uma resposta convincente - Confiança é sentimento, meu filho!
- Mas porque que ela não confia em mim? - inquiriu-me - Eu sou do bem - completou
- Porque ela não te conhece. A gente não confia em quem não conhece.
Depois q ele se afastou fiquei refletindo e conclui q lhe faltou dizer que:
- A gente não confia em quem não conhece. E às vezes a gente tb não confia em quem conhece exatamente pelo fato de conhecer mt bem.
***
As borboletas, Chico Mendes e o Che Guevara
Nunca tive nem um contato com Chico Mendes. Em que pese minha família conhecer a dele desde criança. Moravam em seringais próximos. Eram vizinhos de colocações ( Cachorra Magra e Alto formoso). A única vez que o vi foi de longe. Por volta de 86/88. Era ano de eleição municipal. Eu passava pela Avenida Santos Dumont, em Epitaciolândia, que na época se chamava Vila. Perto da antiga boate Tropical, do Seu Pimenta, a boquinha da noite, havia um aglomerado de uns quatro gatos pingados. Era um grupo de pessoas diferentes. Discursava diferente. Era um comício. Tinha cheiro de suor e esperança. Entre rostos cansados e olhares esperançosos os candidatos davam discursos inflamados. Havia uma indignação otimista. Eram gritos esperançosos. Eu não entendia mt bem o que diziam, mas sabia q falava de algo de bom. Algo que só depois fui descobrir q se chama utopia.
O palco era um caminhão atravessado, iluminando apenas por um bico de luz onde os mosquitos rivalizavam com os oradores. Pensem num som ruim!
Foi então que um baixinho, bigodudo, de fala mansa, pegou o microfone e começou a fala mansa, com uma voz macia de quem falava com calma, seguro de si porque sabia o que dizia. Um fala envolvente cativante. Que arrepiava: “Muitos companheiros tombaram, e muitos, infelizmente, ainda tombarão. Eu mesmo tô ameaçado de morte” - e para finalizar abarcou: - “Mas como diz o poeta: Os poderosos poderão matar uma, duas... Várias borboletas!! Mas não impedirão a chegada da primavera!”
Senti um entalo no peito. Meus olhos arderam. Havia fumaça e fuligem.
O homem falava bonito até de coisas tristes
Naquela noite fui picado por um bicho chamado utopia
Tempos depois descobri q o poeta a quem ele se referira se chamava Ernesto. Ernesto “Che” Guevara
***
As Borboletas de Mário Quintana
Talvez o que eu tb tenha q falar para meu filho, e para muitas outras pessoas, é q devamos seguir a sabedoria de Mário Quintana:
“Ao invés de correr atrás das borboletas devemos plantar flores para que elas venham até nós”
***
Ainda sobre borboletas e... Tolerância!
E que:
“ É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se eu quiser conhecer as borboletas”
(Antoine de Saint Exupéry - in O pequeno Príncipe)
Marcos Fernando Silva - Formado em história pela Ufac e colaborador do Mandato da Senadora Marina Silva
segunda-feira, 1 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
cOnTos dO maRcoS FerNanDo
Nasceu diferente. Percebeu logo de primeira. Bem assim lá nele faltava algo que todos os outros tinham. Qdo perceberam q não possuía o acessório considerado obrigatório teve que enfrentar a humilhação pública, a pichação moral, a rotulação, o preconceito, o escárnio. Mas tinha o couro grosso. Empinou o nariz e seguiu em frente. Gosto de sangue na boca, angústia medo, solidão. Foi sozinho contra todos. O mundo o agredia. O trucidava. E ele se recompunha do caos, dos frangalhos. Do ácido líquido dos ódios. Erguia-se da ruína. Das coisas podres e desprezadas. Foi assim q se fez íntegro. Intenso. Respeitado e respeitador. Num ofendia nem a bóia q come. Nem tão pouco cuspia no prato em q comeu. Era feito de coisas lembradas e esquecidas. Das quedas conservava a aprendizagem do equilíbrio. Um dia um dos doutores dos conhecimentos, um dos monopolizadores das sapiências, o desafiou com o dedo em riste. Apontando - o na cara, com ásperas palavras o metralhou:
-Vc não pode ser! Não pode. Não tem como!
- Pq não?
- Pq now?
- Pq não?
- Pq para ser tem q ter...
- Quem foi q disse q para ser tem q ter...?!
E o paradigma arcaico se desestruturou.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 3 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cachorro das nuvens
Era um cachorro voador. Balofo. enorme . Parecia feito de clara de neve . Nas noites de tempestade ficava cinza e esturrava feito um leão soltando coices de fogo
Quando rosnava o mundo tremia. Babava ferozmente. Aquele líquido viscoso caia sobre os telhados servindo de adubo para as plantações e água que as mulheres guardavam nos potes de mantimentos para tomar banho e fazer o mingau das crianças. E os povos celebravam sua ira murmurando canções primitivas num dialeto arcaico.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Era uma vez um menino que queria mudar o mundo
Ele pintou os cabelos de laranja e vestia longas calças vermelhas . Seus olhos brilhantes e seus dentes enormes e brancos refletiam os raios da esperança. Qdo escancarava as mandíbulas suas risadas repercutiam nos quatro cantos do mundo e inundava o universo com sua alegria.
Um dia encontrou outro ser que com ele queria ser um só ser. Mas ele era vários. Era todo. inteiro. Integral. Intégro. Intenso. Tinha coragem de assumir seus temores e suas pretensões. Não gostava das coisas pela metade . Fisgado pela paixão ousou sonhar. Arrumou as moxilas e decidiu ganhar o mundo em busca das utopias. E os seus sonhos de felicidades eram arrebatadores, assombrando as pessoas mesquinhas e impondo medo aos estranguladores de esperanças.
Mas então o exército da maudade capturou seu amor com as lentes da hipocrisia, o asfixiaram , e o exilaram para as geladas terras mais distantes possíveis .
E por isso ele, que era um minino sonhador, que não desiste fácil do que quer, saiu pelo mundo procurando pelo grande amor de sua vida, aquele amor por quem se pode dar a vida. Se ganha vida. Aquele amor pelo qual a vida ganha novos sentidos. Novos rumos!
Descoboriu q viver é essa eterna procura…
Marcos Fernando
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Um festival com nome de caminho
Existem caminhos ñ percorridos
Outros caminhos por se fazer
Um festival no meio da floresta
Rock cantado para Macacos
As onças devem ter vindo espiar e pensaram:
Égua, como é estranhos esse bicho gente!!
Outros varadouros sonoros se abrindo em corações e mentes. Fugindo das mesmas
mesmices que impõem rítmos da ditadura fonográfica.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
que queria ser escritor
Achava as letras bonitas
E gostava de inventar
Quando o mundo pegava fogo
Ele escapava de tudo
Mergulhado nas escrituras
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Notícia não é papel de embrulho... Notícia também não deve servir para embrulhar ninguém. O folclore pode render ótimas notícias, mas notícia não é folclore. Notícia não é espetáculo. Espetáculos rendem notícias. Se um cão morde um homem é notícia. Se um homem morde o cão é notícia. Se homem e cão vivem em harmonia eis uma grande pauta que pode gerar uma excelente notícia.
Eu mesmo escrevo o meu destino
Ninguém me puxa pela venta
Eu me domino
Eu sou assim
De pequenin
Desde menino
Eu mesmo enfrento fortes ventos
E tempestades
De saudades
Salto por cima das porteiras
E vou deixando a poeira para trás
Não desanimo
O meu destino
É querer sempre mais!!










