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quarta-feira, 3 de março de 2010
Um dia desses meu filho mais novo, Luiz Fernando, de 5 anos, que gosta muito de fotografar , pegou a câmera e largou flashes para tudo q é lado. Ele gosta de ângulos inovadores e faz fotos intrigantes. Tem uma percepção do mundo questionadora o q é típico das crianças. Estava ele promovendo um festival de flashes quando uma borboleta intrometida invadiu o cenário. E o menino disabou na carreira em busca de enquadrá-la, mas o lepidóptero deslizava em um balé harmônico, suave, delicado, rodopiava dando-lhe chagões escapava da gaiola dos ângulos. Suado e revoltoso ele veio queixar-se a mim: - Pai, porque a borboleta não pousa no meu dedo?
Interrompi minha leitura e fui explicar-lhe: - Porque ela não tem confiança em vc, meu filho!
- O que é confiança? - Sapecou-me ele
- Confiança? Confiança é... - recorri aos meus neurônios para elaborar uma resposta convincente - Confiança é sentimento, meu filho!
- Mas porque que ela não confia em mim? - inquiriu-me - Eu sou do bem - completou
- Porque ela não te conhece. A gente não confia em quem não conhece.
Depois q ele se afastou fiquei refletindo e conclui q lhe faltou dizer que:
- A gente não confia em quem não conhece. E às vezes a gente tb não confia em quem conhece exatamente pelo fato de conhecer mt bem.
***
As borboletas, Chico Mendes e o Che Guevara
Nunca tive nem um contato com Chico Mendes. Em que pese minha família conhecer a dele desde criança. Moravam em seringais próximos. Eram vizinhos de colocações ( Cachorra Magra e Alto formoso). A única vez que o vi foi de longe. Por volta de 86/88. Era ano de eleição municipal. Eu passava pela Avenida Santos Dumont, em Epitaciolândia, que na época se chamava Vila. Perto da antiga boate Tropical, do Seu Pimenta, a boquinha da noite, havia um aglomerado de uns quatro gatos pingados. Era um grupo de pessoas diferentes. Discursava diferente. Era um comício. Tinha cheiro de suor e esperança. Entre rostos cansados e olhares esperançosos os candidatos davam discursos inflamados. Havia uma indignação otimista. Eram gritos esperançosos. Eu não entendia mt bem o que diziam, mas sabia q falava de algo de bom. Algo que só depois fui descobrir q se chama utopia.
O palco era um caminhão atravessado, iluminando apenas por um bico de luz onde os mosquitos rivalizavam com os oradores. Pensem num som ruim!
Foi então que um baixinho, bigodudo, de fala mansa, pegou o microfone e começou a fala mansa, com uma voz macia de quem falava com calma, seguro de si porque sabia o que dizia. Um fala envolvente cativante. Que arrepiava: “Muitos companheiros tombaram, e muitos, infelizmente, ainda tombarão. Eu mesmo tô ameaçado de morte” - e para finalizar abarcou: - “Mas como diz o poeta: Os poderosos poderão matar uma, duas... Várias borboletas!! Mas não impedirão a chegada da primavera!”
Senti um entalo no peito. Meus olhos arderam. Havia fumaça e fuligem.
O homem falava bonito até de coisas tristes
Naquela noite fui picado por um bicho chamado utopia
Tempos depois descobri q o poeta a quem ele se referira se chamava Ernesto. Ernesto “Che” Guevara
***
As Borboletas de Mário Quintana
Talvez o que eu tb tenha q falar para meu filho, e para muitas outras pessoas, é q devamos seguir a sabedoria de Mário Quintana:
“Ao invés de correr atrás das borboletas devemos plantar flores para que elas venham até nós”
***
Ainda sobre borboletas e... Tolerância!
E que:
“ É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se eu quiser conhecer as borboletas”
(Antoine de Saint Exupéry - in O pequeno Príncipe)
Marcos Fernando Silva - Formado em história pela Ufac e colaborador do Mandato da Senadora Marina Silva
segunda-feira, 1 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
cOnTos dO maRcoS FerNanDo
Nasceu diferente. Percebeu logo de primeira. Bem assim lá nele faltava algo que todos os outros tinham. Qdo perceberam q não possuía o acessório considerado obrigatório teve que enfrentar a humilhação pública, a pichação moral, a rotulação, o preconceito, o escárnio. Mas tinha o couro grosso. Empinou o nariz e seguiu em frente. Gosto de sangue na boca, angústia medo, solidão. Foi sozinho contra todos. O mundo o agredia. O trucidava. E ele se recompunha do caos, dos frangalhos. Do ácido líquido dos ódios. Erguia-se da ruína. Das coisas podres e desprezadas. Foi assim q se fez íntegro. Intenso. Respeitado e respeitador. Num ofendia nem a bóia q come. Nem tão pouco cuspia no prato em q comeu. Era feito de coisas lembradas e esquecidas. Das quedas conservava a aprendizagem do equilíbrio. Um dia um dos doutores dos conhecimentos, um dos monopolizadores das sapiências, o desafiou com o dedo em riste. Apontando - o na cara, com ásperas palavras o metralhou:
-Vc não pode ser! Não pode. Não tem como!
- Pq não?
- Pq now?
- Pq não?
- Pq para ser tem q ter...
- Quem foi q disse q para ser tem q ter...?!
E o paradigma arcaico se desestruturou.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 3 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cachorro das nuvens
Era um cachorro voador. Balofo. enorme . Parecia feito de clara de neve . Nas noites de tempestade ficava cinza e esturrava feito um leão soltando coices de fogo
Quando rosnava o mundo tremia. Babava ferozmente. Aquele líquido viscoso caia sobre os telhados servindo de adubo para as plantações e água que as mulheres guardavam nos potes de mantimentos para tomar banho e fazer o mingau das crianças. E os povos celebravam sua ira murmurando canções primitivas num dialeto arcaico.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Era uma vez um menino que queria mudar o mundo
Ele pintou os cabelos de laranja e vestia longas calças vermelhas . Seus olhos brilhantes e seus dentes enormes e brancos refletiam os raios da esperança. Qdo escancarava as mandíbulas suas risadas repercutiam nos quatro cantos do mundo e inundava o universo com sua alegria.
Um dia encontrou outro ser que com ele queria ser um só ser. Mas ele era vários. Era todo. inteiro. Integral. Intégro. Intenso. Tinha coragem de assumir seus temores e suas pretensões. Não gostava das coisas pela metade . Fisgado pela paixão ousou sonhar. Arrumou as moxilas e decidiu ganhar o mundo em busca das utopias. E os seus sonhos de felicidades eram arrebatadores, assombrando as pessoas mesquinhas e impondo medo aos estranguladores de esperanças.
Mas então o exército da maudade capturou seu amor com as lentes da hipocrisia, o asfixiaram , e o exilaram para as geladas terras mais distantes possíveis .
E por isso ele, que era um minino sonhador, que não desiste fácil do que quer, saiu pelo mundo procurando pelo grande amor de sua vida, aquele amor por quem se pode dar a vida. Se ganha vida. Aquele amor pelo qual a vida ganha novos sentidos. Novos rumos!
Descoboriu q viver é essa eterna procura…
Marcos Fernando
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Um festival com nome de caminho
Existem caminhos ñ percorridos
Outros caminhos por se fazer
Um festival no meio da floresta
Rock cantado para Macacos
As onças devem ter vindo espiar e pensaram:
Égua, como é estranhos esse bicho gente!!
Outros varadouros sonoros se abrindo em corações e mentes. Fugindo das mesmas
mesmices que impõem rítmos da ditadura fonográfica.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
que queria ser escritor
Achava as letras bonitas
E gostava de inventar
Quando o mundo pegava fogo
Ele escapava de tudo
Mergulhado nas escrituras
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Notícia não é papel de embrulho... Notícia também não deve servir para embrulhar ninguém. O folclore pode render ótimas notícias, mas notícia não é folclore. Notícia não é espetáculo. Espetáculos rendem notícias. Se um cão morde um homem é notícia. Se um homem morde o cão é notícia. Se homem e cão vivem em harmonia eis uma grande pauta que pode gerar uma excelente notícia.
Eu mesmo escrevo o meu destino
Ninguém me puxa pela venta
Eu me domino
Eu sou assim
De pequenin
Desde menino
Eu mesmo enfrento fortes ventos
E tempestades
De saudades
Salto por cima das porteiras
E vou deixando a poeira para trás
Não desanimo
O meu destino
É querer sempre mais!!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Passeando pela net deparei-me com esta curiosa matéria. Leia o texto a seguir e veja como formamos as palavras em nossa mente.
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
sábado, 3 de janeiro de 2009
O esgoto são os outros
Parafraseando Jean Paul Sartre que sentenciou o Inferno são os outros, afirmo o esgoto são os outros.
Porque será que na nossa opinião os defeitos dos outros fedem sempre mais que os nossos?
Porque será que consideramos os filhos dos outros sempre mais mal-educados que os nossos ?
Será que o amor é realmento cego?
Costumanos tolerar o mal que há em nós e ser tão cruéis com os males que os outros portam e transportam. Por quê?…
Os esgotos são o resumo de uma civilização. Aquilo que sai de nós nos revela. Os sons, os cheiros…. Os gestos. Os ruídos e os silêncios…
Andando pelas ruas da cidade boliviana de Cobija, no Departmaneto de Pando, me deparei com uma cena bem comum aos brasileiros: o derramento de esgoto nos nossos rios. Disparei um frashe e registrei a cena. Talvez numa espécie de justificativa sileciosa do tipo: Taí, não somos os
únicos a poluir os rios!
Mas adiante o destino, ou mesmo a mão invisível de Deus, me reservou uma surpresa, comovido pelas agitadas barrentas do Rio Acre disparei outro flash e cliquei as palafitas do lado Brasileiro. As palafitas sepeduram na beira dos barrancos como se fossem mães desesperadas tentando agarrar os própios filhos…
Ao chegar em casa e descarregar a máquina no computador tomei um susto: os canos dos esgotos dos casebres na beira do barranco apontavam para o rio como se estivessem a redê-lo. Os canos dos esgotos apontam para o rio como se fossem os revólveres de um bandido, um assassino, que tentar roubar-lhe a vida
Marcos Fernando – Jan\2009
Crônicas do Marcos Fernando
As escadarias esquecidas
Na minha infância costumava ir a Cobija acompanhado da minha mãe comprar carne de boi, cebola, lentilhas, tomates e principalmente mantillas.
No meio daquele colorido meus olhos de criança fascinavam diante dos brinquedos que eu sonhava possuir… Só sonhava por que não podia comprá-los.
Qualquer pulo em La banda era um motivo de comemoração . O único problema é que no meio do caminho havia um obstáculo. Não um pedra, como no famoso poema de Drommond, mas uma série de pedras , ou pior, tijolos que formavam a escadaria do porto.
Logo ali, bem ao lado, as patrícias davam banhos en los ticos em meio as roupas sujas e dejetos numa fonte no pé da escada.
Com a Globalizção o advento da internt e a construção da ponte Wilson Pinheiro a velha companheira , que subíamos apostando corrida, foi esquecida. Abandonada.
Hoje quase ninguém passa por ela. Até os pichadores a abandoram . Seu único e fiel companheiro é o lodo…
E como isso dói.
Marcos Fernando - Jan\2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
Decidiu ir a cidade mas não tinha a mínimo noção de onde ficava. Conversando com Dona Corujilda descobriu que as cidades são aglomerados de bicho gente em cada um vivem em sua caixinha. Achou aquilo muito engraçado. Pesava que todos os bichos viviam feito ele: livres no terreiro e caçando insetos e pedregulho.
A carta falava do contentamento de saber que tinha um parente, que não era só ele no mundo. Embora vivesse cercado por uma multidão de galináceos. Sua vida era um tédio não tinha muito que contar. Aliás, só tinha a lamentar . Estava condenado ao corredor da morte. O seu crime tinha sido nascer. Ia acabar empacotado numa prateleira qualquer de supermercado. E ia virar um grande astro de televisão de cachorro, onde sempre roda o mesmo filme o tempo todo.

Frangolino encomendou uma carta a Corujilda perguntado ao primo tudo sobre o modo de vida cidade . Passou muito tempo e nada de resposta. Até que um belo dia, quando o caipira já perdera as esperanças, eis que chegou a correspondência no bico de um papagaio falador que por acaso passava na cidade e calhou de posar na biqueira da granja do primo Chik.
Ciscando umas revistas especializada na vida do interior o frango encontrou o retrato de um ilustre parente. Curioso quis saber o que dizia o letreiro. Perguntou pra todo mundo, mas como nem seus pais sabiam ler, teve que apelar para a sabichona Coruja, a mais letrada e inteligente dos reino dos bichos que avoam. Primeiro a olhuda se fez de difícil, porém findou rendendo-se aos apelos de Frangolino. Foi assim que Frangolino tomou conhecimento da história de Frangoline (Frangolaine, é assim que se lê) um primo distante que morava na da cidade grande é que usurfruia da tecnologias e de outros bens da sociedade de consumo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O frango de granja e o frango caipira
Capitulo I - Diferenças de família
Era uma vez dois frangos. Eram primos. Um tinha nascido na cidade grande e o outro no interior.O frango da cidade tinha nascido de chocadeira. Não conhecia a luz do sol. Era bombado. Não sabia o que era o calor das asas de uma mãe. Vivia sob a luz de uma forte lâmpada de dois mil Waltz. Só comia ração a base de hormônio. Era limitado intelectualmente, não sabia fazer um “Ó” com um copo.
Já o frango do interior era desasnado, gostava de cantar ao luar, ciscava no terreiro, cantava de manhã cedo e era metido a namorador. Em que pese também não ser letrado.









